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14/05/2011

Taxas de cartões de crédito - Ideias de sustentabilidade

Estava pensando sobre cartões de crédito. Embora uma mão na roda pro consumidor e para o lojista, o modelo de negócios não é nada sustentável. Quer dizer, sustenta muito bem as operadoras, mas para os demais, se pensarmos um pouquinho, é um tiro no pé. A sustentabilidade passa longe.

Sei que este negócio de sustentabilidade é muito novo, e muitas vezes difícil de se atingir, mas é preciso começar e ir trabalhando para desenvolver negócios realmente sustentáveis e sociais. Afinal, o mundo precisa melhorar antes que entre em colapso.

As empresas de gestão de cartões de crédito são gigantes e cada vez mais dominam o mercado. Mas as políticas dessas empresas acabam não sendo muito inteligentes, ou melhor é um negócio onde só um lado ganha.

Consumidor:
Não temos educação financeira, então o consumidor está sempre se individando e pagando taxas de juros absurdas. Mesmo quem consegue se controlar e não estourar seu limite, acaba consumindo de forma impulsiva só por ter o cartão de crédito e seus benefícios de parcelamento.
Fora isso, o alto custo do serviço é repassado ao produto. Embora não esteja as claras, todo o custo de venda é embutido no produto. Assim, você paga mais caro devido as taxas dos cartões.

Varejista
O varejista paga para a operadora uma taxa para ter a tal maquininha. Além disso, 3% do valor da venda é cobrado pela administradora. Fora que o repasse das vendas só é feito em 30 dias.

As operadoras de cartões:
Recebem juros altíssimos dos consumidores,
Ganham o aluguel da máquina,
Fazem propaganda nos estabelecimentos,
Ganham 3% sobre todo o faturamento das máquinas,
Ou seja, ganham de todos os lados.
Para piorar, os serviços são péssimos: atendimento deixa a desejar, as máquinas são lentas, demoram para ser instaladas e várias vezes deixam o varejista na mão pois não funcionam. E ninguém se responsabiliza por isso.

Cartões são ótimos;
São seguros;
Uma mão na roda;
Mas que a sustentabilidade passa longe, isso passa.

Mas o que inspirou esta reflexão foram as taxas da administradora de cartão. Quanto maior o faturamento do estabelecimento, menor as taxas. Por um lado, é interessante pois quem vende mais tem mais benefícios. Por outro lado, quem vende muito tem maior facilidade de diluir o custo da venda. Ou seja, para quem vende R$5mil mensais no cartão uma taxa de R$100,00 corresponde a 2% do faturamento.
Agora para a empresa que vende R$1000,00 no cartão a taxa de R$100 mensal é 10% da venda. E este custo será inserido no custo de venda do produto. O que reduzirá ainda mais a competitividade da pequena empresa. Assim, estabelecimentos pequenos não tem condições de oferecer a compra pelo cartão para seus clientes. O que impacta no consumidor que não será atendido.

Não seria mais justo que a taxa fosse proporcional ao valor vendido pelo estabelecimento? Poderia até ser criado um sistema onde o faturamento pela maquininha ficasse mais tempo retido (3 meses) assim a operadora pode jogar com juros nestes valores compensando a menor taxa administrativa. O varejista então demoraria mais para receber, porém não precisaria diluir o valor integral no custo dos produtos. Diluiria somente os juros que seria insignificantes para ele (mas que a operadora tem condições de ter melhores juros devido a grande quantidade de valores)

Enfim, ainda há muito para aprendermos.

Erva de chimarrão em São Paulo ou Goma de Tapioca em Porto Alegre

 A globalização é algo realmente estranho. Hoje é comum ter paulista morando em Porto Alegre, gaúcho morando em Fortaleza e brasileiros morando em Londres. É para um intercâmbio, para tentar a vida ou mesmo para casar com o namorado encontrado na internet que vive a milhas de distância. E apesar desta galera todas longe de sua terra natal, é um problema encontrar erva de chimarrão em São Paulo ou goma de tapioca em Porto Alegre

Como tudo é global, é fácil de mudar e se adaptar, fora os destinos mais radicais, muitas coisas não mudam muito. Se compra Dove, Nestlé, Oral B em quase todos os lugares e o risco de beber detergente pensando ser Gatorade é mínimo.
 É impressionante como ao mesmo tempo em que algumas marcas aproveitam a globalização para estarem no mundo inteiro os produtos regionais (que mais a gente precisa) não são encontrados. Você vai para a Bahia, se apaixona pela Tapioca e não encontra em lugar nenhum a tal da goma para fazer esta delícia. Ou então você sai do RS e vai morar em SP e é uma briga para encontrar erva de chimarrão que não esteja velha.

Para os gaúchos que estão longe dos pampas e para os nordestinos que estão longe do sertão surgiu um site para lá de interessante. é o Bring Me Things. Um site onde você se cadastra e conhece pessoas que podem trazer ou levar encomendas para você de um lugar para outro. E se você for viajar, poderá fazer a mão e ajudar levando algum produto para alguém que o deseje muito. Bem legal né?

Para usufruir você faz o cadastro. Coloca sua próxima viagem e espera alguém entrar em contato pedindo alguma coisa. E se você precisa de algum item de fora, é só cadastrar o que precisa ou localizar alguém que possa trazê-lo e pedir. Além de tudo ainda dá para fazer amigos. Não é o máximo?


Confere-lá: Bring Me Things

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