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09/01/2010

Jornais X agregadores de informações

Todo mundo sabe que após o surgimento da internet os jornais, revistas e mesmo as emissoras de televisão estão fadadas ao fracasso caso não repensem seus modelos de negócio.
Não é nada apocalíptico, mas a Internet chegou com tudo (já faz tempo) e as coisas já mudaram. Não adianta reclamar, fazer fofoca e produzir pânico com manchetes do tipo: "Jovem é assassinado por seguidor de uma rede de relacionamentos". É preciso acordar para a realidade e tirar o atraso!

A Webinsider publicou um artigo sobre O papel da Internet na crise do papel jornal que achei oportuno de comentar.

Já faz dias que existe uma briga entre os maiores jornais do mundo e os agregadores de informação (Google, Yahoo...). Já faz anos que os jornais temem que a Internet roube seus leitores e que negam uma possível crise no setor. E já faz tempo que o pessoal está dormindo no ponto.

A Internet não rouba público de ninguém, não tem o objetivo de acabar com o negócio de ninguém, mas é uma realidade que já mudou o mundo para sempre. E ela não foi a primeira, a imprensa já teve sua oportunidade com os tipos móveis (que acabou com os escribas), depois foi a vez dos jornais, das revistas, do rádio e da televisão. Todos tiveram seu tempo de estrelato e agora, a bola da vez é a Internet.

Acontece que, mesmo com muitas mudanças, todas as mídias sobreviveram. A diferença agora é que surgiu uma mídia que engloba todas as outras e mais, faz com que qualquer um seja uma mídia. Antes a comunicação era unilateral. Hoje isso acabou.

Foi-se o tempo em que só se sabia notícias das grandes cidades onde a TV fazia cobertura. Hoje, graças a Internet se tem notícia do mundo e da vizinhança, na hora que quisermos, não precisa esperar começar o telejornal. (Meu sonho é poder assistir o Jornal do Almoço enquanto eu estiver almoçando o que nunca é ao 1/2dia).

Só que as empresas tem dormido no ponto, estão reclamando da Vilã Internet ao invés de colocar a cabeça para funcionar e aproveitar os benefícios da Rede. É claro que quem não se preparar vai morrer na praia. Se o jornal não acordar ele vai acabar pois logo a geração Y estará no comando e eles não gostam de sujar as mãos com tinta preta.

Ao invés de fazer declarações e comprar briga com os agregadores, blogs e comunidades virtuais para tentar reverter uma situação que já tem sentença, as velhas mídias deveriam tirar a bunda da cadeira e ajustar seu modelo de negócios. Poucas são as empresas que estão fazendo isso. Pequenos são os investimentos na integração do impresso com o virtual.

O que acontece é muita reclamação e pouca inovação! Depois não adianta chorar!

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