quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Meninas Normais vão ao Shopping. Meninas iradas vão à bolsa.

Meninas normais vão ao shopping.
Meninas iradas vão à bolsa
. Este é o título do livro escrito pela Mara Luquet e pela Andrea Assef, que terminei de ler esta semana.

Embora o assunto não seja dos mais simples e gostosos de ler, as autoras conseguiram criar um texto super acessível e adequado à proposta de falar sobre investimentos ao público feminino.

A frase de mais efeito e que, em minha opinião, justificaria a leitura do livro é:
"Há dois caminhos para você ser dona da Microsoft: Case-se com Bill Gates ou compre ações na Bolsa"


Como não há muitos “partidões” dando “sopa”, a opção de aprender sobre finanças e investimentos passa a ser mais inteligente e praticável.

O livro possui 108 páginas mas "dá para ler em uma sentada" pois é cheio de ilustrações (o que já torna o assunto mais leve e divertido). Além disso há uma boa abordagem de introdução tratando de assuntos relacionados ao comportamento de consumo feminino e relação das mulheres com o dinheiro. Tudo isso de forma produtiva e educativa, sem críticas ou culpas.

As autoras apresentam dicas de como se relacionar melhor com os bancos para sentir-se segura quanto aos serviços prestados e investimentos escolhidos. Um dos destaques deste capítulo está na postura de vermos os bancos como um prestador de serviços que possuem obrigações e precisam respeitar o consumidor.

Embora para muitos o banco é um mal necessário, é preciso aprender a conviver com eles para que o relacionamento gere resultados positivos para ambas as partes. Como em qualquer relação de consumo, conhecer o prestador de serviço é fundamental para se ter aproveitamento do mesmo. Quando vamos a um hotel logo perguntamos a hora e local do café da manhã, informações básicas para aproveitar os serviços inclusos na diária. Mas para isso precisamos saber que o hotel oferece o café da manhã, caso contrário não teremos subsídios para descobrir o benefício. A palavra-chave é informação.

Torcer o nariz sempre que a palavra banco passa por sua mente não vai lhe ajudar em nada. Está certo que as malditas portas giratórias não colaboram quando nos obrigam a esvaziar a bolsa inteira antes de entrar na agência bancária. Experimente aproveitar este momento para treinar a virtude da tolerância. Respire fundo, conte até 10, sorria para o guardinha, esvazie a bolsa e, de forma alguma, faça movimentos bruscos. Depois disso você estará pronta para escolher seus investimentos e manterá a calma mesmo em momentos de crise.

"Cuide melhor do seu dinheiro. Fortaleça sua relação com o banco, mostre quem você é, feche os ralos pelos quais, mensalmente, escoa parte de seus recursos."

Estes são os primeiros passos para a saúde financeira.
Junto com eles as autoras destacam 4 perguntas básicas que irão lhe ajudar:
Quais riscos você está disposta a correr?
Qual o prazo que você tem para suas aplicações?
Você tem objetivos? Quais são?
E, como você deseja passar os últimos anos de sua vida?

O capítulo 3 foi construído baseado nestas questões e em instruções para cada tipo de perfil e objetivo assim você começará a compreender a importância de adequar seu perfil com as escolhas financeiras que realizará.

Outro argumento importante que as autoras usam para convencer a leitora a terminar o livro é a pesquisa realizada por Andrew Oswald que concluiu que, estatisticamente, quanto maior a renda do marido, maior a chance do casamento ser duradouro. Ou que, as chances do casamento acabar após problemas financeiros é bastante significativa. Portanto saúde financeira evita divórcio (e todo o stress).

Mais adiante há uma explanação sobre o comportamento de investimento feminino que difere bastante do masculino (só para variar um pouquinho) e possui características bem vantajosas para o "sexo frágil". Para dar um gostinho: Pesquisas indicam que os investimentos gerenciados por mulheres tem melhor desempenho. Leia o livro e saiba mais sobre isso.

Bem, para não frustrar o leitor, embora bastante prático e de fácil entendimento, o livro fala de mercado de capitais e não tem como simplificar muito este assunto. Após lê-lo você não será uma expert no assunto, mas terá uma boa noção de por onde começar a se informar e da importância que a informação tem neste e em outros assuntos relacionados com finanças. A área não é "tudo de simples" mas também não é o monstro que pintam. Aposto que é muito mais fácil entender sobre mercado de ações que atingir os objetivos de uma dieta. Portanto, comece a leitura na próxima segunda.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Campanha de Natal Panvel

Ainda em tempo, achei um pouco fraquinha a campanha de Natal 2009 da Panvel criada pela Competence.
Faz bastante tempo que a empresa investe em campanhas emocionais e encantadoras e desta vez apresentou uma temática bastante comercial no meu ponto de vista.
"Quero Panvel, Papai Noel" é o slogan e os outdoors nos quais ficam estampadas as linhas de produtos de perfumaria da marca.

A campanha é acompanhada também por ações de guerrilhas e inserções surpresas na TV COM e, segundo revistas do segmento (Adonline e Coletiva.net), está dando bastante resultados. O que comprova a eficácia da mensagem comercial quando queremos gerar venda.
Vemos que é bastante complicado sustentar um apelo emocional em campanhas publicitárias pois seus resultados sempre ficarão atrás do apelo comercial com grandes fotos de produtos estampadas. Se tiver preço, melhor o resultado.
Da mesma forma, o natal é uma época onde o consumidor espera as propagandas emocionantes que arrancam lágrimas de seus olhos. Podemos fugir dessas produções o ano inteiro, mas devemos poupar o natal para não quebrar com a expectativa do consumidor. Que, no fundo, foi o que aconteceu comigo, fiquei frustrada ao ver aquele outdoor gigante com uma chamada básica e fotos gigantes de produtos. Se fosse de qualquer outro anunciante passaria batido, mas a Panvel, foi frustrante.
Assim percebemos o quanto um posicionamento transmite mensagem ao consumidor e como este cria em sua mente um relacionamento com a marca, a ponto de se decepcionar com um simples outdoor.

Para completar falo sobre a nova linha de produtos com base em mel. Não experimentei os produtos, mas a linha ficou linda e os PDVs também estão bem preparados para o Natal, sendo completados por um encarte só de sugestões de presente. Quem diria que uma farmácia faria um encarte apenas com presentes! Tempos modernos, não?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Margarina em embalagem biodegradável!

Esta semana fui no mercado e vi que a margarina Cyclus da Bunge está com nova embalagem. Até aí tudo bem, a cada respiração que damos há uma nova embalagem no mercado... Mas esta chamou a atenção porque é BIODEGRADÁVEL. Não resisti e comprei para incentivar a iniciativa.

A embalagem é um pouco mais amareladinha e tem uma observação que diz para descartar em lixo orgânico. Isso me deu um medinho, pois é difícil acreditar que aquele "plástico" vai se decompor direitinho.
A primeira ideia que vem na cabeça é: vou guardar a embalagem e ver se ela se decompõe mesmo. Porém esqueçam essa ideia. A decomposição se dará apenas em condições específicas de aterro sanitário. Não dá para reproduzir em casa.
A próxima dúvida é: A embalagem não vai se decompor na geladeira. A resposta é não, não se preocupem.

Pesquisando sobre o produto encontrei algumas informações interessantes no Blog Embalagem Sustentável mantido pela Elisa que é designer de embalagens. Ela comenta que esta embalagem se decompõe em 180 dias em condições adequadas de umidade, calor, microorganismos e oxigênio. Reforçando o parágrafo anterior: Em casa não vai funcionar.


Elisa diz também que a embalagem é feita de uma resina derivada do milho e seu processo de fabricação reduz de 20% a 50% o consumo de combustível em comparação com os processos tradicionais de fabricação de polímeros. O material, chamado de PLA, já passou por testes e pode ser utilizado em potes, garrafas e filmes plásticos. Ou seja, em breve mais produtos do gênero estarão nas nossas prateleiras. O mesmo material já está sendo utilizado na Europa e nos EUA.

Seu valor ainda é alto mas a tendência natural é que o preço diminua assim que seu uso seja popularizado. Além disso, pesquisas demonstram que os consumidores não se importam por pagar um pouco mais por produtos ecologicamente corretos e sustentáveis. Favorecendo a adoção do material no Brasil.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Agora é lei: é proibido fumar em lugares fechados em Porto Alegre

Agora é proibido fumar em lugares fechados em Porto Alegre. A lei entrou em vigor hoje mas parece que, como foi mostrado em uma matéria da RBS, as pessoas não conseguiram entender muito bem essa lei.

Gente, está certo que pessoas fora do cenário jurídico possuem dificuldades para entender as leis, mas essa é super simples, vamos combinar, até crianças da 1ª série entenderiam. Em Porto Alegre é proibido fumar em lugares fechados. Lugar fechado é básico: paredes segurando uma cobertura conhecida como teto. Não há mistérios. Proibido fumar também é simples. Portanto não há necessidade de gastarmos dinheiro público para ensinar as pessoas sobre o procedimento. Apaguem os cigarros e evitem o câncer.

Alguns reclamaram que não há multa. Que se o fumante acender o cigarro em um lugar fechado ninguém vai poder fazer nada além de pedir que ele o apague. E que como não há multa o fumante poderá continuar fumando que não vai ter problema. Pessoas, essa lei foi feita para adultos e adultos tem capacidade de entender uma medida simples de saúde pública. É irracional existir a necessidade de uma multa para que esta lei "pegue".
As pessoas não devem fumar em locais fechados pois é uma falta de respeito com quem não fuma e uma falta de respeito com quem paga impostos pois o gasto com saúde é muito maior em fumantes e isso envolve dinheiro público. Trata-se de respeito. A questão de cumprir a lei ou não também é simples: Se você cumpre você é educado e se você não cumpre é mal educado. Leis existem para serem respeitadas. Existe diferença em roubar 1 real ou roubar 100mil? Roubar é roubar. Além do mais, a multa se resolve pagando o "boleto", mas o comprovante de pagamento não vai lhe isentar da falta de educação.
Ou seja se você fuma em um lugar fechado você é um mal educado. Se optar por isso não tem o direito de reclamar da falta de educação de mais ninguém. Pense nisso que ficará simples de entender a nova lei.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Orkut - Não sejamos paternalistas

Esses dias participei de um evento na área de web onde um dos palestrantes foi um representante do Google Brasil. Ele falou sobre as ferramentas de publicidade do Google dentre as quais a divulgação na rede de conteúdo na qual se enquadra o Orkut.
No espaço de perguntas uma das pessoas que estava assistindo questionou se tinha como o usuário do orkut excluir o espaço das propagandas e diante da resposta negativa do palestrante complementou questionando se o Google tinha feito uma pesquisa com os usuários do Orkut para saber se eles queriam ver propaganda em seus perfis.
Achei um tanto estranha e amadora a questão. Afinal embora muitas pessoas não percebam sempre tem alguém que paga a conta. Ou seja, se há algo free, há alguém bonzinho por trás. E esse alguém bonzinho também tem seus objetivos, afinal a bondade nunca é completamente gratuíta. Sempre há um objetivo que leva alguém a ser bom, nem que seja acabar com a fome no mundo. Acreditem a bondade sempre responde a um objetivo.

Quem lê um pouquinho sobre empresas .com já leu inúmeras vezes que embora o Orkut tenha sido um sucesso no Brasil (não vamos generalizar) o Google demorou para conseguir fazê-lo gerar receita, a grande problemática do orkut sempre foi: como ganhar dinheiro com ele e como impedir que bandidos, pedófilos, suicidas e outros mais usem a ferramenta de forma negativa. Ou seja, mesmo sem ganhar dinheiro o Google acabou tendo muita dor de cabeça com a ferramenta.

Só agora que se começou a colocar anúncios nos perfis e as pessoas que há anos usam uma ferramenta free ainda reclamam? Não pagam nada e querem poder escolher se permitem ou não o espaço publicitário. Vamos pensar um pouquinho e perceber que sempre tem alguém pagando a conta.

O mesmo ocorre com alguns alunos de faculdades públicas. Volta e meia dizem: Minha faculdade foi de graça. O que é um pensamento completamente errôneo, alguém pagou e neste caso, foram os contribuintes dos quais muitos nunca tiveram condições de frequentar uma universidade. Por isso precisamos respeitar toda essa gente e usufruir muito bem da faculdade free.

Nas faculdades privadas os alunos reclamam que a mensalidade é alta, que o RU custa muito, mas eles nunca se questionaram que se o preço do RU diminuir alguém vai estar pagando a diferença. Alguém tem que pagar se não for o estudante deverá ser outra pessoa. Simples assim. Então, ao invés de reclamarmos por benevolência por que não apresentar soluções que resolvam ou diminuam o problema.

Se é a propaganda quem paga a conta, deixem ela em paz. Ou assumam a dívida que não é pouca.